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Apesar de estiagem, abastecimento de água em Toledo segue em bom nível

O Paraná vive a pior estiagem desde 1997, quando o Instituto Meteorológico do Paraná (Simepar) passou a medir o volume de chuvas no estado. Em meio a este cenário, muitas cidades estão passando sérias dificuldades de abastecimento, a ponto de o governador Ratinho Júnior ter decretado situação de emergência hídrica.

Felizmente, esta situação não acontece em Toledo, o que se deve muito aos investimentos que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realizou no município nos últimos anos. “Em novembro de 2018 inauguramos um poço no Jardim América, onde captamos 2 milhões de litros por dia, volume fundamental para manter normal o abastecimento em meio a esta estiagem”, observa o gerente regional da estatal, o engenheiro Eduardo Luiz Arrosi.

Atualmente, a estrutura da companhia garante a captação de 25 a 27 milhões de litros de água por dia. Deste total, 40% provém do Rio Toledo e o restante de nove poços perfurados em várias regiões da cidade. “A vazão do rio e o nível dos poços estão um pouco abaixo do normal, mas com o suficiente para atender normalmente nossa demanda”, relata.

Em parceria com o governo municipal, a Sanepar coloca em prática projetos que ampliam a captação máxima de água de 29 para 32 milhões de litros por dia. “Toledo cresce acima da média, atraindo empreendimentos e pessoas de todas as partes. Para atender esta demanda que aumentará muito em curto prazo, já estamos planejando e executando obras que ampliam a nossa cobertura. Entre elas, a perfuração de mais dois poços no Panorama. O primeiro, com capacidade de 2,6 milhões de litros, fica pronto agora em julho. O outro, previsto para o início de 2021, poderá captar 600 mil litros”, anuncia Arrosi.

O gerente, contudo, demonstra preocupação com o aumento do consumo, sobretudo nas residências. Em abril houve aumento de 14% em relação ao mesmo mês no ano passado. “O aumento no consumo geral na cidade foi de 10%, mas esse fenômeno foi maior entre as famílias em razão da pandemia da Covid-19, pois, com a maioria dos estabelecimentos fechados, estas precisaram ficar mais em casa, demandando mais litros por dia”, explica. “Esse acréscimo foi de 65 milhões de litros nos 30 dias de abril, o que equivale a quase três dias de consumo normal”, pontua.

O decreto do governo estadual de situação de emergência hídrica permite oficialmente que as companhias de abastecimento de água realizem rodízios de até 24 horas, prazo que poderá ser extrapolado em situações emergenciais. Arrosi descarta, por ora, a possibilidade de estes rodízios serem realizados em Toledo. “Na situação atual, ainda que não chova, conseguimos manter o abastecimento dentro da normalidade até junho. O frio que se aproxima reduz o consumo e isso nos dá um certo fôlego para não pensarmos em medidas que comprometem o fornecimento de água para a população”, salienta.

Arrosi observa que a população vai precisar colaborar mais enquanto o volume de chuvas não volta ao normal. “A Sanepar, para dar exemplo, proibiu, até esta estiagem não passar, a lavagem dos veículos da frota. Temos algumas pessoas conscientes que já fazem isso e que também reutilizam a água da máquina de lavar roupa, por exemplo, para lavar a calçada. Por isso, peço também cuidado para a rega de flores e de gramados, realizando estes procedimentos à noite, depois do horário de pico, quando a temperatura está mais baixa”, aconselha.

Fonte:Acessoria

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